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Lídia Maria Gouvêa Santos
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Síndrome do Impacto do Ombro
O ombro apresenta um movimento de elevação ativa de 180 graus. Este movimento só é possível pela contração muscular sincronizada de vários músculos.
Inicialmente, o manguito rotador possibilita o início da elevação e depois quem faz o movimento é um músculo extremamente potente chamado deltóide.
O manguito rotador é o nome dado a confluência de 4 tendões musculares que se inserem no úmero: o subescapular, supra-espinhoso, infra-espinhoso e redondo menor.
O acrômio é a borda frontal da escápula, posicionado acima e na frente da cabeça do úmero. Quando o braço é elevado, ocorre um impacto entre o acrômio e os tendões do manguito rotador. Isto pode causar dor e limitação de movimentos.
A síndrome do impacto é uma das causas mais comuns de dores no ombro em adultos. É o resultado de uma pressão na musculatura do ombro (manguito rotador) exercida por parte da escápula quando o braço é elevado.
A dor pode ser por uma inflamação da bursa (bursite) que cobre o manguito rotador ou uma tendinite do próprio manguito. Algumas vezes, uma ruptura parcial do manguito pode ser a causa da dor.
Fatores de risco / prevenção:
A síndrome do impacto é comum tanto em atletas jovens como em pessoas da meia idade. Atletas jovens do tênis, da natação e basquetebol são particularmente vulneráveis. Também aqueles que utilizam as mãos acima da cabeça e em atividades repetitivas.
A dor também pode ser resultado de um pequeno trauma ou até mesmo sem causa aparente.
Sintomas:
Os sintomas iniciais podem ser leves. Normalmente os pacientes não procuram tratamento nas fases iniciais.
• Deve-se estar atento a dores leves que estão presentes tanto na atividade quanto no repouso.
• Pode haver dor que vai da parte frontal até a lateral do braço.
• Pode haver dor súbita ao levantar o braço.
• Atletas do tênis podem sentir dor no saque ou nos golpes altos.
A síndrome do impacto normalmente causa dor e inchaço na parte frontal do ombro. Pode haver dor e rigidez na elevação do braço. Também pode haver dor ao se abaixar o braço após este estar elevado.
Quando há progressão do quadro, pode ocorrer dor à noite. Ocorre perda de força e de movimentos. Dificuldade de colocar o braço atrás do corpo, para vestir-se.
Em casos avançados, a perda de movimento pode progredir para um “ombro congelado”. Nas bursites agudas, o ombro pode estar com dor intensa. Todos os movimentos podem estar limitados e doloridos.
Diagnóstico:
Para o diagnóstico da síndrome do impacto, o ortopedista avalia os sintomas e o exame físico do ombro.
Pode ser necessário um exame de raio-X.
Uma incidência especial, chamada de “túnel do supraespinhoso”, algumas vezes pode mostrar um pequeno esporão sob o acrômio, o que irá aumentar o impacto sobre o manguito rotador.
Podem ser necessários outros exames, como a ressonância magnética (RM). Este pode mostrar líquidos ou inflamação da bursa e do manguito rotador.
Opções de Tratamento
O tratamento inicial é conservador, através de repouso, evitando atividades com as braços elevados. Pode ser realizado o uso de antiinflamatórios ou até corticóides. A fisioterapia é essencial em todas as fases para alívio da dor e recuperação dos movimentos.
Cirurgia
Quando o tratamento conservador não alivia a dor, pode ser recomendado o tratamento cirúrgico. O objetivo da cirurgia é remover o impacto criando mais espaço para o manguito rotador. Isto permite que a cabeça do úmero se movimente livremente, elevando-se o braço sem dor.
Reabilitação
Após a cirurgia, o braço é colocado em uma tipóia por um período curto. Isto permite uma cicatrização precoce. O cirurgião deve fornecer um programa de reabilitação conforme os achados durante a cirurgia. Isto deve incluir exercícios para recuperar a mobilidade do ombro e a força do braço. Pode levar de 2 a 4 meses para o alívio completo dos sintomas.
Fisioterapeuta : Lídia Maria Gouvêa Santos
lmgs1000@hotmail.com
REATIVA reabilitação intensiva ltda ( Atendimento domiciliar e ambulatorial)
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